Porque tantos animais estão ameaçados de extinção
Natureza

Porque tantos animais estão ameaçados de extinção


A biodiversidade do nosso planeta pode ser afetada pelas alterações climáticas, por causa do aumento dos gases causadores do efeito estufa, da perda da cobertura do solo e da diversidade biológica, causando uma rápida perda de ecossistemas e extinção de espécies e das populações locais. A taxa de extinção atual é considerada uma extinção em massa.

Atualmente, 1.556 espécies conhecidas no mundo são listadas como ameaçadas de extinção ou quase extintas e estão sob proteção de leis governamentais. Este número, no entanto, não representa o número de espécies ameaçadas porque não estão incluídas as espécies que não estão sob proteção de leis. De acordo com o Serviço Global de preservação da Natureza (SNG), cerca de treze por cento dos vertebrados (excluindo peixes marinhos), dezessete por cento das plantas vasculares e de seis a dezoito por cento dos fungos são considerados ameaçados.

Entre sete e dezoito por cento dos animais conhecidos, so nos Estados Unidos, estão perto da extinção. Este total é substancialmente superior ao número de espécies protegidas, nos Estados Unidos, o que significa que muito mais espécies estão cada vez mais perto da extinção.

As espécies possuem diferentes respostas às mudanças no ecossistema ao longo do tempo, essas respostas poderam causar um colapso no ecossistema estável levando ao descontrole populacional e perda de espécies.

Algumas espécies que se adaptam melhor as mudanças no bioma podem se desenvolver aceleradamente enquanto outras espécies teriam seu número reduzido drasticamente. Isso não significa nem a perda dessa espécie tão pouco que aquelas não correm risco nesse ambiente. A falta de alimentos será uma grande ameaça por causa do superpovoamento de uma determinada área. Quanto menor for a variação no ecossistema maior será sua estabilidade. Este efeito é uma consequência da concorrência entre as espécies.

Existem espécies que exercem um controle notável no ambiente sobre a capacidade de outras espécies  de sobreviver na comunidade. Em resumo, se essas espécies desaparecerem, acabam afetando o restante da comunidade. Como exemplo temos os pássaros frugívoros, quando desaparecem, há uma perda de espécies vegetais pois não ocorre a dispersão por este indivíduo.

Uma espécie vivendo fora de sua área de distribuição, que chegou a um novo habitat pela atividade humana, seja proposital ou acidental é uma espécie introduzida forçadamente nesse ambiente. Algumas espécies introduzidas são prejudiciais ao ecossistema, afectam negativamente a agricultura e outros usos humanos dos recursos naturais e por vezes causam impacto sobre a saúde dos animais e seres humanos.

Espécies invasoras podem trazer diversos problemas para um ecossistema: maior competitividade por alimentos, diminuição do número de espécies de plantas o que pode permitir a abundância de outras espécies, facilitando a propagação das doenças dessas. Há varias histórias da disseminação de doenças exóticas, como a introdução de varíola no povos indígenas das Américas pelos espanhóis.

No caso da tentativa de preservação de uma espécie ameaçada existe uma população mínima viável para cada caso e geralmente essa população é estimada como o tamanho da população necessária para assegurar entre 90 e 95 por cento de probabilidade de sobrevivência entre 100 e 1.000 anos. Um exemplo desse calculo científico é com uma simulação de uma população de pandas gigantes de trinta individuos, o que levaria a população simulada a uma taxa de sobrevivencia de setenta por cento, levando-os a completa extinção em menos de cem anos tornado o futuro desses animais não viável. As causas da extinção na simulação leva em conta a diminuição acentuadda por endogamia, desastres naturais ou alterações climáticas. A população de trinta individuos daria uma probabilidade de sobrevida de setenta por cento. Na mesma simulação, com uma população de pandas a partir de sessenta animais, a probabilidade de sobrevivência é de 95 por cento. Neste caso, a população mínima viável que satisfaz a probabilidade de 90-95 por cento de sobrevivência é entre 50 e 60 pandas. (Números usados meramente como exemplo)

A fim de preservar a biodiversidade do planeta, é preciso levar em consideração as razões pela qual muitas espécies estão em extinção. A perda de habitat é a causa mais comum de espécies em ameaça de extinção. Afetando, por exemplo,85% das espécies em perigo no estados Unidos. Quando o ecossistema dos animais  não é mantido, eles perdem o seu habitat e são forçados a se adaptar ao novo ambiente ou perecer.

A Poluição é outro fator que faz com que muitas espécies estejam em perigo de extinção, sobretudo, uma grande população de vida aquática.

Além disso, a super-exploração, doenças e as alterações climáticas levaram varias espécies à ameaça de extinção.

o objetivo dos conservadores é criar e expandir as formas de preservar as espécies ameaçadas de extinção e preservar a biodiversidade.

Há diversas maneiras em que podemos ajudar na preservação das espécies do mundo que estão em vias de extinção. Uma forma é a obtenção de mais informações sobre os diferentes grupos de espécies, principalmente invertebrados, fungos e organismos marinhos, onde faltam dados suficientes para conhece-los.

A reprodução em cativeiro é um processo de criação de espécies raras ou ameaçadas pelo homem, vivem em ambientes monitorados de movimentação restrita, como parques florestais e jardins zoológicos. A reprodução em cativeiro é utilizado para salvar espécies ameaçadas para estabilizar a população ate que ela não está mais em risco de desaparecer.



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